28 novembro 2007

Breve comentário sobre o ministério de Leitor

Leitor (Do latim Lector: aquele que lê) é um membro da Igreja Católica instituído para o ministério que lhe é próprio, o qual é fazer a leitura da Palavra de Deus, na assembleia litúrgica. E assim, tanto na missa, como nos outros actos sagrados, é o responsável por proferir as leituras da Sagrada Escritura, excepto o Evangelho e, ainda, as lições da Liturgia das Horas. Ademais, é-lhe conferida a missão especial,dentro do povo de Deus, de instruir na fé crianças e adultos, para receberem dignamente os sacramentos. O Cerimonial dos Bispos traz cerimónia própria para a instituição deste ministério e ressalta que: "pode ser conferido a fiéis leigos, homens, não se considerando reservado unicamente aos candidatos ao sacramento da Ordem".

Advento: Origem

A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragossa prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V.
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.
No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecumenos para o batismo na festa da Epifania.
Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.
Só mais tarde é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.
Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras. A igreja Ortodoxa tem um período de quarenta dias de jejum em preparação ao Natal.

15 maio 2007

Oração


A oração é um dos pilares fundamentais para o sustento da fé. A banalização desta mesma poderá ser a consequência da deficiência vocacional. Cada vez mais é urgente a humanidade especializar-se na arte da oração. Orar é parte da ligação com o Divino; obstruir esta ligação é afastar-se de Deus e, deste modo, Deus "morrerá" em cada um de nós como planta que se deixa de regar. Oração é fonte de fé, é pedra basilar em que assenta cada crente.
Rezar é deixar Deus comunicar-se, pois ninguém pode afirmar quem é Deus senão Ele próprio. No acto de orar, o amor é a chave de ligação que abre o diálogo. Porém, não existe amor fora de uma mesma história e, neste sentido, o orar deve ser um caminho a percorrer quotidianamente para que o amor entre o eu e o Tu amadureça e resplandeça. Assim a oração será sempre uma expressão de quem não se cansa de procurar, de investir confiança num Ser a quem totalmente se entrega.
A verdade é o fruto que brota da relação estabelecida na oração entre o homem e Deus. Contudo, o quotidiano, preenchido pela confusão, pela poluição e pelas guerras, é um véu que encobre o verdadeiro ser de cada homem. O mundo está sedento de homens e mulheres que com os seus desejos que com os seus desejos e seus objectivos cresçam e vivam em perfeita harmonia, longe de guerras, hipocrisias, mentiras...A verdadeira função da humanidade é colocar-se diante da verdade. Actualmente o Homem cessou esta procura, ocupando-se por caminhos supérfluos que o conduzem ao caos.
Consentir é um predicado que pouco se utiliza. O consentimento para o homem contemporâneo é algo que custa a realizar porque a humildade, a inter-ajuda são características quase extintas. Contudo, a vida é muito mais consentimento do que escolha. Consentir é libertar-se ao jeito de Cristo, livre para se entregar, para amar, para dar a vida pelos outros.
Ontem, hoje e sempre o homem é um viandante em busca de Deus, o que implica um crescimento interior, purificador e difícil. A humanidade precisa de retirar-se para que possa olhar o seu íntimo como as brasas que estão por baixo de cinzas e ordem sem se ver a olhos desatento; a oração é o melhor e o essencial instrumento para o êxito da reflexão, do retirar-se para dentro de si. Orar é reflectir, deixar falar, deixar-se (re)descobrir